O que sente uma pessoa quando morre afogada?


O afogamento pode não ser uma das mortes mais dolorosas de uma pessoa, mas é de certeza uma das mais angustiantes devido à enorme sensação de pânico quando não se é capaz de respirar. 

Conforme descrito pelo fisiologista e especialista em sobrevivência marinha da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, Mike Tipton, a maioria das mortes por afogamento no mar são eventos extremamente bruscos, onde dois terços das vítimas são reconhecidos como bons nadadores. 

A partir daí começa uma luta desesperada para manter a cabeça acima da água, onde as tentativas de tomar fôlego impedem a pessoa de gritar por socorro. Muitas vezes, os corpos são encontrados em pé, com as mãos ligeiramente fechadas, como se tivessem tentado agarrar uma escada invisível. Quando a pessoa finalmente submerge, tenta manter o ar o máximo possível, normalmente durante 30 a 90 segundos. 

Depois respira água, tosse e respiração ainda mais água, à medida que esta lhe enche os pulmões e impede a oxigenação do sangue. “Há uma sensação de rasgar e de queimar à medida que o líquido invade as vias aéreas. Em seguida, segue-se um estado de calma e tranquilidade “, diz Tipton, com base em depoimentos de sobreviventes.

A tranquilidade é o resultado da falta de oxigênio para o cérebro. 

Depois de chegar aos alvéolos, a água entra no sangue e penetra e destrói os glóbulos vermelhos. Com isso, o potássio presente nessas células vaza para o plasma sanguíneo. Em concentração elevada, o potássio é fatal: nessas condições ele impede a transmissão dos impulsos nervosos e, assim, a contração muscular.

Finalmente, o coração para e ocorre a morte cerebral.

Fonte: [ Mundo Estranho/Diário de Biologia ]
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