Uma cabeça decepada pode mesmo viver alguns segundos fora do corpo?


Vários contos têm descrito cabeças decepadas que pareciam viver por alguns segundos - piscando, alterando expressões, ou até mesmo tentando falar. Em 1989, um veterano do exército disse ter visto um amigo decapitado em um acidente de carro. Segundo a história, a cabeça decepada mostrou emoções de choque, seguido de terror e tristeza, seus olhos olhando para trás em seu corpo separado. 

Existe uma diferença entre estar vivo, e estar consciente. Alguns médicos acreditam que uma cabeça decepada pode se manter viva no máximo por 13 segundos, com ligeira variação dependendo das condições de saúde e circunstâncias da decapitação. 

O simples ato de separar uma cabeça do corpo não é o que mata o cérebro e sim, a falta de oxigênio e de outros produtos químicos importantes que são fornecidos através da circulação sanguínea. Segundo especialistas, 13 segundos é o tempo que os fosfatos presentes do citocromos têm para manter o cérebro ativo sem recarga de oxigênio e glicose. 

O tempo de morte cerebral dependerá do quanto oxigênio e outros produtos químicos estavam no cérebro no momento da decapitação. Eles garantem que é possível que os olhos possam se mover por resquícios de um impulso nervoso.

Agora, manter o cérebro consciente a ponto de perceber o que aconteceu já é uma questão considerada impossível. Em uma decapitação, mesmo o cérebro se mantendo quimicamente vivo por alguns segundos, a consciência certamente cessaria imediatamente, causada pela perda de pressão arterial e pelo forte golpe levado durante o processo. 

É muito improvável que a cabeça tenha consciência da situação pós decapitação. Mas os especialistas não descartam que seja possível que algum movimento nos olhos e boca possa ser percebido em uma situação dessas. Felizmente não se usa mais a guilhotina!

Fontes: [ Live Science, Diario de Biologia ]
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