Candiru: O peixe que pode entrar na sua uretra ou ânus

Peixe Candiru é atraído pelo odor da urina e penetra nos órgãos genitais.
Este ano, quatro pessoas foram vítimas do Candiru na Praia do Cacau.

Um peixe que se alimenta de sangue e é atraído pelo odor da urina pode causar problemas para os banhistas que frequentam as praias do Rio Tocantins. O Candiru, peixe típico dos rios da Bacia Amazônica, penetra no órgão genital e só pode ser retirado por meio de cirurgia. Este ano, quatro pessoas já foram vítimas do Candiru na Praia do Cacau, em Imperatriz.

Conhecido também como peixe vampiro, o Candiru chega a medir até 12 centímetros de comprimento e é confundido facilmente com outros peixes. Só este ano já foram registrados quatro casos de ataque de peixe Candiru a banhistas na Praia do Cacau. O peixe é atraído pela urina e ao entrar pelo órgão genital do homem ou da mulher provoca muita dor e sangramento. Neste fim de semana uma mulher teve que ser levada as pressas para o hospital municipal.


O médico Valberto Cunha de Sousa, do SAMU, diz que depois que o peixe se aloja no aparelho genital sua retirada só é possível por meio de um procedimento cirúrgico. O peixe, que se alimenta de sangue, causa pequenos cortes ao entrar no corpo, que podem provocar uma hemorragia.

O biólogo Marcelo Francisco da Silva, da Universidade Estadual do Maranhão, diz o Candiru é típico da Bacia Amazônica e por isso sempre esteve presente no Rio Tocantins. Segundo ele, existem várias espécies. Todas são parasitas, mas apenas algumas se alimentam de sangue. De acordo com o biólogo não é preciso ter medo de tomar banho no rio, apenas tomar alguns cuidados para evitar se tornar a próxima vitima. “Se a pessoa está vestida com um biquíni ou uma parte de baixo mais apertada, o peixe não vai ter como entrar, ele não irá rasgar o tecido para entrar no canal. Na maioria dos casos em que acontecem a penetração, as pessoas acabam expondo o canal para urinar, o que gera uma porta de entrada para esse peixe”, explica o biólogo.

Fontes: [ G1 ]
Autor:

Vinicius Delmondes



Artigo:

Data: 31/08/2013
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